Roteirização de entregas: o que é, como fazer e erros comuns

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Roteirização de entregas: o que é, como fazer e erros comuns

Roteirização é o processo de definir quais entregas cada veículo vai fazer, em que ordem e por qual caminho, respeitando janelas de entrega, capacidade da frota e restrições de circulação. Uma boa roteirização de entregas reduz quilômetros rodados, número de veículos e atrasos, e é a base para cumprir o prazo prometido ao cliente com o menor custo de frete.

Este artigo explica o que é roteirização, a diferença entre roteirização estática e dinâmica, as restrições que precisam entrar no cálculo, um passo a passo para montar rotas, os indicadores para medir o resultado e os erros mais comuns.

O que é roteirização de entregas

Roteirizar é resolver três perguntas ao mesmo tempo: quais pedidos vão juntos no mesmo veículo, em que sequência as paradas serão feitas e qual trajeto ligar entre elas. Parece simples com cinco entregas. Com cem entregas, dez veículos e janelas diferentes, o número de combinações possíveis passa a ser grande demais para resolver de cabeça.

Por isso se fala tanto em roteirização de rotas como um problema de otimização. O objetivo pode ser menor distância, menor custo, menos veículos ou mais entregas no prazo. Na prática, a operação busca um equilíbrio entre esses objetivos, sem quebrar nenhuma restrição obrigatória.

Roteirização não é o mesmo que navegação. O aplicativo de mapa indica o caminho entre dois pontos. A roteirização decide antes quais pontos cada veículo visita e em que ordem.

Por que a roteirização importa para a operação

O transporte costuma ser uma das maiores linhas de custo logístico, e boa parte dele é definida no momento em que a rota é montada. Uma rota mal planejada gera efeitos em cadeia:

Roteirização estática e roteirização dinâmica

Existem duas formas principais de trabalhar.

Roteirização estática usa rotas fixas, repetidas toda semana. Cada veículo atende sempre a mesma região ou a mesma lista de clientes. Funciona quando a carteira é estável, os volumes variam pouco e os clientes recebem em dias fixos.

Roteirização dinâmica monta as rotas de novo a cada dia, ou a cada onda de despacho, com os pedidos reais daquele momento. Pode também recalcular durante o dia quando surge um pedido urgente, um veículo quebra ou o trânsito muda.

CritérioRoteirização estáticaRoteirização dinâmica
Como funcionaRotas fixas, repetidasRotas recalculadas com os pedidos do dia
Quando faz sentidoCarteira estável, entregas programadasVolume variável, muitos destinos diferentes
VantagemPrevisível, motorista conhece a regiãoAproveita melhor a frota e reage a mudanças
DesvantagemDesperdiça capacidade quando o volume oscilaExige dados confiáveis e ferramenta
Ferramenta típicaPlanilha, cadastro de rotasRoteirizador ou TMS com otimização

Muitas operações usam um modelo misto: rotas-base fixas por região, com ajuste diário da sequência e da alocação de veículos.

Restrições que precisam entrar no cálculo

Uma rota só é boa se for executável. As restrições mais comuns são:

A falta de uma restrição no cadastro é a causa mais comum de rota bonita no papel e impossível na rua.

Como fazer a roteirização de entregas: passo a passo

  1. Consolide os pedidos do período: endereço, peso, volume, janela e prioridade de cada entrega.
  2. Valide os endereços: geocodifique e corrija os que não têm coordenada confiável. Endereço errado gera parada perdida.
  3. Defina a frota disponível: veículos próprios e terceiros, capacidade de cada um, custo por quilômetro ou por saída, horário de início.
  4. Cadastre as restrições: janelas, rodízio, zonas de restrição, tipo de veículo aceito por cliente e jornada.
  5. Agrupe por região: forme blocos de entregas próximas, que tendem a ir no mesmo veículo.
  6. Sequencie as paradas: ordene as entregas de cada veículo para cumprir as janelas com a menor distância.
  7. Confira a ocupação e o custo: veja se algum veículo saiu com carga baixa e se dá para juntar rotas.
  8. Despache e acompanhe: envie a rota ao motorista e acompanhe a execução. O que sair do previsto deve voltar como aprendizado para o próximo planejamento.

Exemplo de cálculo de custo por entrega

Custo por entrega = custo total das rotas ÷ entregas realizadasCusto total inclui frete pago a terceiros e custo da frota própria (combustível, motorista, manutenção) no período.

Exemplo: um CD despacha 120 entregas por dia com 8 veículos e custo diário de R$ 9.600,00, o que dá R$ 80,00 por entrega. Se uma nova roteirização atender as mesmas 120 entregas com 7 veículos e custo de R$ 8.400,00, o custo por entrega cai para R$ 70,00. Os números são hipotéticos e servem só para mostrar a conta.

Indicadores para medir a roteirização

IndicadorO que mostra
Custo por entregaEficiência econômica da rota
Quilômetros por entregaDensidade e qualidade do sequenciamento
Ocupação do veículo (peso e m³)Aproveitamento da capacidade da frota
Entregas por veículo por diaProdutividade da rota
Entrega dentro da janelaAderência ao combinado com o cliente
Aderência ao planejadoQuanto a rota executada seguiu a rota planejada
Taxa de entregas frustradasFalhas de janela, endereço ou comunicação

Entrega no prazo e completa é o centro do OTIF, que vale acompanhar junto com os indicadores de custo para não economizar quilômetro à custa do cliente.

Erros comuns na roteirização

Onde o software de roteirização e o TMS ajudam

Planilha funciona com poucas entregas e rotas estáveis. Quando o volume cresce, um roteirizador ou um TMS passa a ser necessário porque calcula milhares de combinações em segundos, aplica todas as restrições de uma vez e recalcula quando algo muda. Integrado ao rastreamento, ele também compara o planejado com o executado.

Ao avaliar uma ferramenta, verifique alguns pontos:

Roteirizadores com inteligência artificial vão além do cálculo de distância: usam o histórico da própria operação para estimar tempos de parada, prazos e custos mais próximos da realidade.

No Atlante TMS, a roteirização usa inteligência artificial para montar as rotas por custo, prazo, janela de entrega e restrições de frota, considerando distância, capacidade do veículo, tráfego e prioridades. Ela recalcula em tempo real quando algo muda no meio do dia, e o planejador vê o sequenciamento de cada parada antes de despachar. O sistema também estima o custo e o prazo de cada rota e transportadora com base no histórico da operação, e acompanha a execução pela torre de controle, com rastreamento em tempo real.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre roteirização e roteamento?

Os termos costumam ser usados como sinônimos. Quando se diferencia, roteamento é encontrar o caminho entre dois pontos, e roteirização é decidir quais entregas vão em cada veículo, em que ordem e por qual trajeto.

Roteirização de entregas serve para frota terceirizada?

Sim. Quem contrata transporte também ganha ao agrupar cargas por região e veículo, porque isso reduz o número de coletas e o frete pago. Em contratos por veículo dedicado, a sequência das paradas também afeta prazo e custo.

Como incluir o rodízio e a ZMRC na roteirização?

Cadastre as placas sujeitas ao rodízio, os dias de restrição e os limites e horários da zona de restrição. O roteirizador então evita alocar esses veículos ou essas entregas em horários proibidos. Regras de outras cidades devem ser cadastradas da mesma forma.

Com que frequência devo refazer as rotas?

Se o volume e os destinos mudam todo dia, a roteirização deve ser diária ou por onda de despacho. Rotas fixas fazem sentido com carteira estável, mas devem ser revistas sempre que a carteira ou a frota mudar.

Planilha resolve a roteirização?

Resolve com poucas entregas e poucas restrições. Com dezenas de veículos, janelas diferentes e restrições urbanas, a planilha não testa combinações suficientes e não recalcula durante o dia, e o custo da rota ruim passa a ser maior que o da ferramenta.

← Todos os insightsAtlante · Insights · 30/10/2026

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